Casos de sarampo acendem alerta

CASOS DE SARAMPO ACENDEM ALERTA

 

Novos casos importados de sarampo em São Paulo e no Rio de Janeiro voltaram a alertar para a vacinação contra a doença no país. A paciente paulista é uma bebê de seis meses, sem histórico de vacinação. Há registro de viagem da criança para a Bolívia entre dezembro e janeiro. No caso do Rio de Janeiro, uma mulher de 22 anos, também sem vacinação, teve o diagnóstico confirmado pelo Ministério da Saúde na primeira semana do mês. O país vizinho enfrenta um surto da doença, o que preocupa autoridades brasileiras, especialmente em regiões de fronteira.

O viajante que retorna ao Brasil deve manter a atenção ao aparecimento de sintomas em até 21 dias, destaca o infectologista.

No ano passado, houve ao menos 38 casos importados da doença, a maioria deles no Tocantins e Mato Grosso.

O médico do Sabin ressalta que a vacinação é o melhor caminho para prevenir o sarampo. O Ministério da Saúde indica a vacina Tríplice Viral, que protege os imunizados também contra a caxumba e a rubéola, para crianças, a partir 12 meses. A segunda dose do esquema de imunização deve ser realizada aos 15 meses com a vacina tetraviral. Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto devem iniciar ou completar o esquema vacinal.

No Brasil, duas vacinas diferentes são destinadas à prevenção do sarampo de forma rotineira: a tríplice viral, que protege também contra caxumba e rubéola, e a tetraviral que se destina a segunda dose do esquema de imunização de crianças a partir dos 15 meses e adicionalmente oferta proteção contra varicela (catapora). Uma terceira formulação, a vacina dupla viral, que protege contra sarampo e rubéola, tem sido reservada para estratégias especiais em alguns contextos específicos.

O sarampo é uma doença que exige atenção e em caso de sintomas, a orientação é procurar uma unidade de saúde.