Após a morte de dois detentos durante uma briga na Casa de Prisão Provisória de Palmas, o Governo do Tocantins determinou uma série de medidas emergenciais para reforçar a segurança dentro e fora do sistema prisional. A decisão foi anunciada após reunião realizada nesta terça-feira, com representantes das áreas de Segurança Pública, Cidadania e Justiça, além do comando da Polícia Militar.
O episódio ocorrido dentro da CPP de Palmas colocou o sistema penitenciário em estado de alerta máximo, diante do risco de novos confrontos e possíveis retaliações. Como resposta, o governador Wanderlei Barbosa autorizou a deflagração de uma operação preventiva em todas as unidades prisionais do Estado e o aumento do policiamento nas ruas da Capital, com atuação integrada das polícias Militar, Civil e Penal.
No sistema prisional, a Secretaria da Cidadania e Justiça iniciou revistas gerais nas unidades. As ações já começaram na CPP de Palmas e seguem para o presídio da Barra da Grota, em Araguaína, e para a unidade de Cariri. O objetivo é retirar objetos ilícitos, como armas artesanais, drogas e celulares, além de reforçar protocolos de segurança e vigilância para evitar novos conflitos entre detentos. As equipes atuam em alerta máximo, com apoio de efetivo e suporte logístico, buscando reduzir riscos de instabilidade e impacto na segurança pública.
Fora dos presídios, a Polícia Militar inicia a Operação Cidade Blindada em Palmas, com duração de dez dias. A ação prevê reforço do policiamento ostensivo e preventivo, com equipes da Força Tática, Patrulha Rural e a criação do Batalhão Virtual, que vai operar a partir da análise diária da mancha criminal para direcionar as ações policiais.
De acordo com o comando da Polícia Militar, a situação exige resposta rápida, integrada e estratégica das forças de segurança. Já a Secretaria de Segurança Pública informou que os setores de inteligência atuam desde o dia da ocorrência e que haverá intensificação das ações da Draco, com foco no combate às organizações criminosas.
As medidas buscam conter novos episódios de violência no sistema prisional e evitar reflexos diretos na segurança das cidades tocantinenses.
29 Janeiro – Quinta
