
A Secretaria Municipal de Saúde de Palmas (Semus) confirmou um caso de raiva em uma cadela de 8 meses que não havia sido vacinada contra a doença. O animal apresentou sinais clínicos em maio deste ano, evoluiu para óbito e teve uma amostra coletada e encaminhada para análise laboratorial. O resultado, divulgado na última semana, confirmou a presença do vírus da raiva.
Mesmo antes da confirmação laboratorial, a Vigilância em Saúde já havia adotado as medidas previstas para situações de suspeita, considerando a gravidade da doença e o risco de transmissão. Foram realizadas ações de bloqueio vacinal na área de risco, vacinação de cães e gatos, visitas domiciliares, investigação das pessoas que tiveram contato com o animal e acompanhamento do território pelas equipes da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ).
A tutora do animal foi orientada sobre os riscos relacionados à exposição e sobre a necessidade de procurar o serviço de saúde de referência para avaliação e realização da profilaxia antirrábica, conforme indicação do protocolo. Outras pessoas que possam ter tido contato com a cadela também estão sendo avaliadas individualmente pelas equipes de saúde.
A Semus reforça que a raiva é uma doença grave e que a prevenção depende principalmente da vacinação de cães e gatos. Os tutores devem manter a vacinação antirrábica dos animais atualizada e ficar atentos a mudanças de comportamento, sinais neurológicos ou outros sintomas que possam indicar doença.
Em caso de mordedura, arranhadura ou contato da saliva de um animal suspeito com mucosas ou ferimentos, a orientação é lavar imediatamente o local com água e sabão e procurar atendimento de saúde o mais rápido possível. A necessidade de vacina e de outros procedimentos será definida pelo profissional de saúde após a avaliação do risco.
A população também deve evitar o contato com animais que apresentem comportamento anormal, estejam doentes ou apresentem sinais neurológicos. Situações envolvendo animais suspeitos podem ser comunicadas à UVCZ pelo telefone 3212-7016.
A Semus orienta ainda atenção à presença de morcegos, principalmente quando forem encontrados caídos, mortos, dentro de residências ou apresentando comportamento incomum. Nesses casos, o animal não deve ser manipulado. A Vigilância em Saúde deve ser comunicada pelo telefone 3212-7918.
As ações de vigilância e controle permanecem intensificadas, com vacinação antirrábica animal nas áreas consideradas prioritárias, busca ativa de cães e gatos não vacinados, visitas domiciliares, monitoramento do território e ações educativas.
Como parte do reforço das medidas de prevenção, a Semus realizará, no dia 29 de agosto, o Dia D de Vacinação Antirrábica Animal em diferentes pontos de Palmas. Os locais estão sendo definidos considerando a área do foco e o raio de 1,5 quilômetro estabelecido para intensificação das ações. Os pontos de vacinação serão divulgados posteriormente pela Secretaria.
A rede municipal de saúde também está preparada para atender pessoas que tenham sido expostas a animais suspeitos. Os médicos das unidades de saúde foram capacitados neste ano sobre o protocolo de atendimento e as condutas diante de casos de mordedura, arranhadura ou outras formas de exposição.
O primeiro atendimento pode ser realizado nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul, que funcionam 24 horas por dia. Após a avaliação e a indicação da profilaxia, o esquema de vacinação antirrábica humana pode ser completado nas USFs 405 Norte, Loiane Moreno, Satilo Alves, no Arso 111 (1103 Sul), Taquari, Vânia do Aureny III, José Hermes, no Setor Sul, Mariazinha, em Buritirana, e Walter Pereira Morato, em Taquaruçu.
As unidades que realizam a continuidade do esquema vacinal funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. A Semus reforça que a vacinação dos animais e a procura imediata por atendimento após uma possível exposição são medidas fundamentais para proteger a população.