TRÊS RÉUS SEGUEM PRESOS NO CASO DAS UPAS DE PALMAS

Após mais de 2 meses presos, 3 réus no processo que investiga supostas irregularidades na terceirização das UPAs Norte e Sul de Palmas continuarão detidos. O Tribunal de Justiça do Tocantins decidiu, por 3 votos a 2, manter as prisões preventivas da ex-secretária de Saúde Dhieine Caminski, do ex-superintendente Andreis Vicente da Costa e da empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva.

O julgamento terminou nesta quarta-feira (19), após divergência entre os desembargadores. O relator, Márcio Barcelos Costa, havia votado pela liberdade, mas o voto contrário do desembargador Luiz Zilmar dos Santos Pires formou a maioria.

A investigação faz parte da Operação Falsa Emergência e envolve um contrato de cerca de R$ 139,1 milhões por ano para a administração das 2 UPAs. Segundo a Polícia Civil, há suspeitas de irregularidades no processo de contratação e de atuação coordenada entre agentes públicos e particulares.

Os 3 réus permanecem presos enquanto respondem à ação penal. Ao todo, 10 pessoas foram indiciadas no inquérito, por crimes que incluem peculato, corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro.