Força-tarefa contra dengue

A Prefeitura de Araguaína deu início a uma força-tarefa integrada para frear o aumento dos casos de dengue e de outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. A mobilização envolve equipes da Vigilância Sanitária Municipal, Vigilância em Saúde, Fiscalização Ambiental e do Departamento Municipal de Posturas e Edificações (DEMUPE).

De acordo com levantamento da Secretaria Municipal da Saúde, foram identificados 117 pontos da cidade com reincidência e alto índice de focos do mosquito. Esses locais passaram a receber visitas técnicas, com a emissão de notificações oficiais aos proprietários, que devem providenciar a eliminação imediata dos criadouros.

O superintendente de Vigilância em Saúde, Thalles Alencar, explica que os imóveis mapeados apresentam repetidas ocorrências de focos detectados pelos Agentes de Combate às Endemias (ACE) do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). “São áreas onde o problema persiste. Por isso, estruturamos essa ação conjunta para notificar os responsáveis e cobrar providências urgentes”, afirmou.

A legislação municipal estabelece penalidades para casos de descumprimento. Conforme a Lei Municipal nº 2.908/2014, manter focos do Aedes aegypti é considerado crime contra a saúde pública. Quando são identificados mais de dez focos em um mesmo imóvel, a infração é classificada como gravíssima, com multa que pode chegar a R$ 50 mil.

Thalles Alencar também destacou que a negligência individual traz consequências coletivas. “O mosquito pode se deslocar até 300 metros a partir do foco. Quando uma pessoa não faz a sua parte, acaba colocando toda a vizinhança em risco”, alertou.

Prevenção é prioridade

Os números reforçam a necessidade de intensificar as medidas preventivas. Em 2024, Araguaína registrou 393 casos confirmados de dengue. Já em 2025, houve um crescimento de 36%, totalizando 534 casos. Apenas nos primeiros meses de 2026, o município já contabiliza 201 casos suspeitos da doença.

A força-tarefa busca conter essa escalada e reduzir a presença do mosquito na cidade. O CCZ trabalha com a meta de alcançar 80% de cobertura dos imóveis visitados, percentual considerado essencial para o controle efetivo do Aedes aegypti e para evitar surtos.

Segundo o diretor do CCZ, Admilson Modesto, a participação da população é decisiva. “As equipes estão nas ruas diariamente, visitando residências e estabelecimentos. No entanto, o combate à dengue só acontece de forma eficaz com o acesso aos imóveis e a colaboração de cada proprietário na eliminação dos focos”, concluiu.

26 Janeiro – Segunda