Combate à dengue

A Prefeitura de Palmas intensificou o uso de inteligência geográfica para combater o mosquito Aedes aegypti antes mesmo do surgimento de novos surtos. Através do monitoramento preventivo da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), o município consegue identificar bairros com alta infestação e direcionar equipes de controle para áreas críticas de forma imediata.

Termômetro da Infestação: 29 mil ovos capturados

Nos primeiros dois meses de 2026, a Semus instalou 531 armadilhas (ovitrampas) em residências e comércios de 65 regiões da capital. O resultado acendeu o alerta: foram capturados 29.508 ovos do mosquito.

De acordo com o biólogo Anderson Brito, o volume de ovos em dispositivos específicos indica situações críticas. “Em janeiro e fevereiro, identificamos mais de 100 armadilhas com alta concentração. Isso mostra que várias fêmeas utilizaram aquele local, o que aumenta drasticamente a chance de proliferação do vetor”, explica.

O fator climático e o papel do cidadão

A combinação de chuvas frequentes com altas temperaturas acelera o ciclo de vida do mosquito. Enquanto a água acumulada cria novos criadouros, o calor faz com que o Aedes chegue à fase adulta mais rápido. Por isso, a gestão municipal reforça que o monitoramento técnico precisa ser acompanhado pela vistoria doméstica semanal dos moradores.

Queda nos índices em 2025

A eficácia dessa estratégia preventiva é sustentada pelos dados do ano anterior. Em 2025, o monitoramento direcionado garantiu uma redução progressiva nas doenças:

1º Quadrimestre: 3.253 notificações.

2º Quadrimestre: Queda de 42,7% nas notificações.

3º Quadrimestre: Redução adicional de quase 50%, fechando o ano com 192 casos confirmados — um número considerado baixo diante do histórico da região.

A Semus reitera que a antecipação é a principal arma para manter os indicadores de dengue, zika e chikungunya sob controle na capital.

11 Março – Quarta